Conhecida por escravidão moderna, não consiste mais na compra e venda de seres humanos em espaços públicos. O que há é o abuso do patrão, jornadas exaustivas, a exploração dos serviços do indivíduo, a política de dívidas, a privação da liberdade e as condições degradantes de trabalho.
Para tratar do tema, o procurador do Ministério Público do Trabalho Leonardo Mendonça deu uma palestra na Universidade Católica de Pernambuco. No dia 27 de outubro, das 19h às 21h30, ele falou dos o
bstáculos enfrentados para punir empresas e empresários infratores.
Segundo Leonardo, a novo escravidão é um círculo vicioso que tem origens no sistema social. A falta de conhecimento dos direitos, consumo desenfreado e indivíduos exploradores no poder só contribuem para formar um sistema de dependência.
As penalidades são brandas e pouco relevantes para esses estabelecimentos. “Se a empresa causa danos às pessoas ela deve pagar pelo que chamamos de Dano Moral Coletivo. É uma indenização que tenta ressarcir não o prejuízo físico e emocional enfrentado pelo trabalhador”, declara o promotor.
Logo no início da palestra, foi exibido o documentário “Carne, Osso” produzido pela equipe da ONG Repórter Brasil. A obra mostra história de ex-trabalhadores de frigoríficos e matadouros e as condições insalubres desse tipo de trabalho. Eles contam dramas pessoais e coletivos nascidos de um modo de produção desumano. Filmado em cidades da região Sul e Centro-Oeste, foi selecionado para o Festival “É Tudo Verdade”.
Confira aqui o trailer de “Carne, Osso”.
Exercício extra.
Por Luana Saturnino
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