sábado, 8 de outubro de 2011

Qual a sua opinião sobre a legalização da maconha?

Duas pessoas expressaram opiniões bem diferentes sobre a descriminalização do uso e comércio da Cannabis Sativa. Eles lançam argumentos bem diferentes para justificar o que pensam.

Ouça ou baixe o arquivo e diga com quem você concorda.


Opinião do estudante de jornalismo Marcone Marques, contra a legalização


Opinião do designer e publicitário Pedro Cavalcanti, em favor da legalização

Maconha - Por que não?





*Alguns dos nomes usados são fictícios para preservar a identidade dos entrevistados.

Sexta-feira, o fim de uma semana agitada de trabalho e faculdade. Já é noite e estou em um bar no bairro da Boa Vista, no Recife. Espero, em uma mesa do canto, alguns amigos chegarem. Marília é uma das primeiras e vem acompanhada por seu amigo Bruno, ambos são universitários. Nós nos abraçamos, eles sentam e parecem estar bem calmos para quem passou por dias de prova e seminários. Marília sustenta um ar de relax e um sorriso no rosto, tanto quanto Bruno.

Há um motivo para tanta calmaria. Eles consumiram maconha antes de nos encontrarmos. Marília confessa “na verdade, uns 15 minutos antes de vir pra cá”. Eles contaram que se sentem mais tranquilos depois de consumir a erva. Bruno a usa mesmo para fins de diversão, porque gosta - “Me relaxa”. Já Marília pensa diferente. “Eu não uso só pra me divertir ou ‘viajar’. Para mim ela tem propriedades terapêuticas. Me ajuda na TPM, dor de cabeça, stress, pra dormir melhor... Tudo”.

Marília e tantos outros consumidores da Cannabis Sativa fazem parte de um grupo que defende a legalização da maconha. Ela apoia e participará próxima Marcha da Maconha que houver em Recife. “Vou lá pra reivindicar o direito de consumir. Não quero aparecer lá pra fingir que sou a bacana, a descolada só porque uso maconha. Só não concordo com a criminalização do produto e dos usuários”.

Não são todos que tragam a erva com regularidade. O biólogo e doutorando Romero é um exemplo de, como ele mesmo chama, um mau “canabista”. Ele consome a droga natural com baixa frequência ao ano. A cada seis meses dá uma tragada. “Se eu acordasse hoje e prometesse nunca mais fumar, o impacto seria diferente se eu tivesse prometido nunca mais beber, já que dou uns ‘tapas’ eventuais”.

O biólogo também não gosta de fumar em locais públicos, pois sente-se mais vulnerável por seus reflexos ficarem mais lentos. “ Uma vez voltei de bicicleta, completamente ‘chapado’, pra casa. O caminho era da UFPE até um residencial na avenida Caxangá e foi o perto da morte que estive”. Medo de passar mal em algum lugar é outro fator que contribui para que Romero seja favorável ao consumido doméstico. “ Lembro de uma vez que vi uma amiga cair ‘chapada’ e com pressão baixa num banheiro de bar. Prefiro curtir em casa. O efeito é bom pra ouvir Radiohead e ‘viajar’”.

Maconha pela economia

Quando o tema é legalização, obviamente, há quem concorde e há quem não. Além de usuários, algumas pessoas que não consomem maconha acreditam que a legalização dela possa trazer certos benefícios econômicos. “Tavez, fosse bom para a economia, porque seria mais um mercado a ser explorado”, disse o administrador Vitor Nóbrega, chamando a atenção para produtos confeccionados com a planta, como queijo, refrigerante e até tênis.

Ele mora no Canadá e está de férias aqui em Recife. Lá, a maconha é legalizada para consumo doméstico desde 2003. Vitor não é usuário, mas vários de seus amigo que moram no país da América do Norte são. Ele conta que a cultura da Cannabis é tão forte lá fora, que os amigos estrangeiros não conhecem nenhum adulto que não fume maconha, exceto ele. “Eu não me sinto excluído desse grupo, até porque nunca fui de ceder a essas besteiras de pressões sociais. Tanto é que nem bebo”.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Júri Simulado promete confronto de ideias



No próximo sábado (24), começa o júri simulado organizado pelo professor Dario Brito. Alunos de jornalismo da Universidade Católica de Pernambuco vão defender diferentes opiniões de autores sobre novas mídias. A primeira sabatina vai acontecer na sala 510, bloco A da Universidade.

De um lado, um grupo de alunos vai defender o livro "O Culto do Amador" do britânico Andrew Keen. Para Keen, a internet é território livre para o plágio, a calúnia e está destruindo a cultura. Em contrapartida, outros estudantes vão enfatizar os argumentos de Henry Jenkins expostos em "Cultura da Convergência". No livro, Jenkins diz que convergência refere-se ao modelo representativo da mente dos consumidores individuais que pode ser percebido em suas formas de consumo e interações nas mídias sociais.

O júri, também formado por alunos, vai acompanhar as sabatinas e decidir qual das duas equipes teve o melhor desempenho. No dia 5 de outubro, sai o veredito. 

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Sugestão de pauta.

Pauta: Maconha na classe média.
Dupla: Laís Siqueira e Luana Saturnino.
Editoria: Cidades/Vida Urbana

Descrição: A maconha é considerada uma droga ilícita, pode causar dependência através do uso contínuo e, com isso, afetar a mente e alterar as funções normais do cérebro. Há diferentes razões pelas quais os adolescentes consomem maconha: influência dos amigos, vulnerabilidade, curiosidade, etc.

Objetivos: Abordar quais os contextos que a maconha está inserida na classe média brasileira, a rotina dos usuários, porque a droga é vista de forma diferente por quem tem um poder aquisitivo mais alto, a visão jurídica sobre a droga.

Estrutura:
Vídeo 1 - Visão jurídica. Repórter: Laís
Áudio 1 - Rotina de um consumidor. Repórter: Laís
Texto 1 - Histórico da maconha, fatores que levam ao consumo e o acesso fácil a droga. Repórter: Laís
Vídeo 2- Entrevista com um psicólogo. Repórter: Luana
Áudio 2-  Fala-povo - opinião do público jovem de classe média sobre o consumo e a legalização. Repórter: Luana
Texto 2- Relação do consumidor com a droga e a sociedade + box sobre discussão da legalização. Repórter: Luana
Fotos-

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Internet: uma falsa necessidade?


Quando navegamos pelas redes sociais, parecemos crianças em um supermercado: colocamos coisas supérfluas em nossa cestinha, até percebemos que ela está tão cheia que não conseguimos mais carregá-la. 
A quantidade de informações descartáveis ou importantes que acumulamos no cotidiano com o advento tecnológico se expande tão rápido que perdemos o filtro: não checamos a veracidade da notícia que fomos expostos, por exemplo. 
Tal comportamento não ocorre apenas com a escolha das informações que absorvemos, mas também com os produtos que consumimos.
Quando é lançada a ferramenta mais moderna da Apple, por exemplo, fila e batalha são travadas em lojas, em nome da caça de gadgets. Porém, como adquirir os últimos lançamentos do mercado custa caro, não é todo mundo que tem condições financeiras de comprar a última novidade tecnológica e fazer parte da cibercultura. 
As pessoas se endividam para ter o celular, computador ou televisor mais moderno por causa da pressão social e do capitalismo virtual que prega a ideia de falsas necessidades.
As propagandas afirmam que você “tem que ter” tal produto e pregam que o produto mais moderno é o melhor. Para não sentir-se excluído, as pessoas compram sem refletir se realmente precisam daquilo. 
Já no ciberespaço, as pessoas encaram com naturalidade a auto-exposição. No Twitter, por exemplo, há quem poste o que está comendo ou onde está. Com a privacidade escancarada e a pressão em publicar quase tudo que acontece no dia-a-dia, até onde vamos chegar com a internet influenciando tanto nossas vidas?

State of Play



Intrigas de Estado (State of Play, EUA, 2009) possui tons de thriller, temas de conspiração e escândalos nos bastidores do congresso político americano. A roteiro se desenvolve de uma investigação jornalística em torno da morte da personagem Sarah Baker, staff e amante do deputado que representa o futuro de seu partido, Stephen Collins, interpretado por Ben Affleck. No decorrer do filme, descobre-se que os motivos da morte da jovem staff podem ter ligação com a indústria armamentista e a política americana.

O filme é povoado por vários conflitos pessoais ou profissionais, cada um com sua intensidade. O repórter especial Cal McCaffrey (Russel Crowe) vive na linha tênue entre proteger pessoas envoltas em sua vida pessoal e buscar devendar fatos polêmicos e comprometedores, mesmo que isto possa prejudicar sua relação com tais pessoas. Eis o seu maior problema: seu envolvimento emocional com a esposa de Collins. Como separar vida pessoal e profissional em um momento que elas parecem estar mais unidas que nunca?

Outra personagem conflitante é a jovem jornalista de web, Della Fye (Rachel McAdams), que procura por oportunidades dentro do jornal Washington Globe para mostrar sua competência. Della precisa provar à exigente Cameron Lynne (Helen Mirren), editora do jornal, que não é apenas uma blogueira inexperiente. Ela entra no roteiro como uma novata, mas se desenvolve profissionalmente, mostrando que pode ser sagaz e perseverante.

Enquanto isso, a chefe, magistralmente interpretada por Helen Mirren, enfrenta (e por vezes confronta) uma mudança de ideologia no perfil do jornal, vinda dos novos donos do jornal, que querem imprimir um teor sensacionalista no conteúdo. Pena que a atriz não foi tão explorada no filme, como era merecido, já que o enfoque era outro.

Vale lembrar que o filme é baseado em na série britânica de mesmo nome (State of Play), produzida pela TV pública BBC. Claro, antes o que era Londres mudou para Washington D. C e o parlamento inglês foi transformado em congresso americano. Na versão original o jornal principal era o The Herald.

A fotografia se utiliza de uma gama de cores frias para dar as pinceladas de seriedade e desconfiança que rodeia as personas. A direção de Kevin McDonald (já percebeu quantos sobrenomes iniciados com Mc tem nesse filme?) foi tão eficaz que até a inexpressividade de Ben Affleck não estava ali. Para quem não sabe nos papéis do jornalista Cal e do deputado Collins seriam representados por Brad Pitt e Edward Norton, respectivamente.

Outro ponto interessante é observar como a tecnologia está sendo aplicada na prática jornalística e alterando a mesma. A velocidade que a internet traz as informações é bem mostrada, tanto quanto a sua capacidade de mostrar que seus impactos para os jornais impressos, alguns já em crise e prestes a fechar as portas.

Quanto a forma como se chega a uma notícia, observe uma frase dita pela editora do jornal: "Bons jornalistas não possuem amigos. Possuem fontes". Talvez isso resuma parte do espírito do filme. É entre camêras, mentirinhas e taquicardias em proporções aumentadas que "Intrigas de Estado" se desenvolve e cativa o expectador.

Link para o trailer:

http://www.youtube.com/watch?v=E4WXz4udZKc

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Ministério da Saúde continua a vacinar contra a Poliomielite.



O Ministério da Saúde iniciou no dia 12 de junho, em todo país, a primeira fase da Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite. Nesta primeira etapa, foram imunizadas 14 milhões de crianças. Já na segunda fase da empreitada, quase 7,2 milhões de crianças menores de 5 anos foram vacinadas, de acordo com o balanço parcial divulgado pelas secretarias estaduais e municipais de Saúde de todo o Brasil. Segundo o Ministério, foram distribuídos 48 milhões de doses nas duas etapas e o número exato de imunizados deve ser divulgado até o fim de agosto.
A Pólio pode causar paralisia e a contaminação acontece através do contato fecal ou pela ingestão de alimentos e água contaminados. Como não tem tratamento específico para a doença, a melhor forma de prevenção é a vacina. 
A vacina continua disponível na rede pública e os pais ou responsáveis ainda podem levar as crianças para tomar a gotinha. Para isso, devem procurar postos de vacinação, montados nas unidades de saúde.